Desastre culinário

Como eu comentei ontem com vocês, hoje eu teria um teste na aula extracurricular de culinária. Eu não estava muito preocupado, apesar da minha habitual falta de jeito com as panelas, porque não valia nota (se valesse, eu provavelmente permaneceria no 6. ano até uns 25 anos de idade – imaginem a cena, eu todo grande, barbado e finalmente com cabelos no peito, sentado ao lado de criancinhas de 11/12 anos). Mas, como eu expliquei, graças aos céus, a aula é um complemento e tem por objetivo ensinar alguma atividade extra aos alunos.

Eu poderia “estar perdendo” os dedos na aula de marcenaria ou botando fogo e causando curto-circuitos na aula de elétrica, mas eu preferi envenenar os outros lentamente com acrilamida (uma substância que resulta da comida queimada), já que quando minhas comidas não derretem ou não se desfazem completamente ( permanecendo inteiras, por alguma obra divina), ficam torradas… pretinhas igual a carvão.

Pessoal, é brincadeira… minha intenção não é envenenar ninguém (nem mesmo a Pestinha). Me inscrevi na aula justamente para aprender a me virar. A gente nunca sabe o dia de amanhã, vai que em breve acontece algum apocalipse zumbi ou simplesmente meus pais cansam da gente e resolvem viajar o mundo, e eu não queria de forma alguma depender da minha querida irmã! Chego a ter arrepios só de imaginar o que ela poderia aprontar comigo se tivesse o poder de me alimentar. Assim, resolvi me emponderar culinariamente (na verdade, tô tentando ainda).

A professora Bernadete é uma santa! Tem vezes que eu zoneio tanto a aula que eu fico até com receio dela ter um treco e cair durinha. Ela é o meu próprio “termômetro da besteira”. Funciona assim: eu vou cozinhando, adicionando ingrediente errado, deixando utensílios cair, espalhando farinha, etc… e aí vou observando as suas reações, e quando o seu rosto bolachudo fica vermelho igual a um tomate e os olhos saltados para fora, eu já sei que ela chegou ao limite. Dali para um infarto é um pulo.

Então, hoje não foi diferente, e o pudim de leite que eu tentei fazer nem sequer chegou a ir ao forno, já que quando fui bater os ingredientes no liquidificador esqueci de tampar e eles resolveram “dar uma volta pelas paredes e pelo teto”. É por isso que não tenho nem uma fotografia para ilustrar essa postagem.

Para me consolar fui pesquisar na internet outros furos na cozinha e descobri que isso não é tão incomum, e encontrei entre tantos, esse da foto (sensacional), que me fez dar altas gargalhadas imaginando quem teria coragem de comer algo tosco assim.

E você, já aprontou alguma na cozinha da sua casa? Conta aí nos comentários para gente rir junto.

9 comentários sobre “Desastre culinário

  1. Barbara Artagao

    Sou fã do Max… o Max precisa saber que mesmo grandes Chefs sofrem seus fracassos culinários… e às vezes, o que era um erro, acaba virando uma criação aplaudida. Que tal torrada queimada com cobertura de pudim respingado? Kkkkkk

    Curtido por 1 pessoa

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